Nós vemos cores: reflexões bioéticas sobre a (não) formação antirracista para profissionais em medicina
DOI:
https://doi.org/10.14422/rib.i31.y2026.001Palabras clave:
bioética, racismo, antirracismo, medicina, saúde, formação profissionalResumen
A formação médica é estratégica na organização do cuidado e estudar essa população fortalece práticas antirracistas e amplia a capacidade do sistema de saúde de promover equidade. Objetiva-se refletir, à luz da bioética, a importância da formação antirracista para profissionais de medicina. É uma revisão de escopo, baseada nos procedimentos do Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses – PRISMA e reflexão a partir do referencial da bioética de intervenção e da Declaração Universal de Bioética e Direitos Humanos. Os estudos apresentaram a necessidade de incidir na formação numa perspectiva antirracista. A bioética não foi tratada de forma aprofundada e nem apresentou um referencial teórico, porém o princípio da justiça esteve presente nos artigos estudados. O processo formativo é propício para reflexões e práticas antirracistas para que os discentes em medicina tenham maior empatia, respeite as culturalidades, ajam de forma não discriminatória e promovam justiça social e equidade em saúde.
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