Determinantes na opinião sobre eutanásia em amostra de médicos portugueses

Miguel Ricou, Luis Azevedo, Sofia da Silva

Resumen


Objetivos: com este estudo pretendemos identificar potenciais determinantes na opinião de médicos portugueses sobre eutanásia e verificar se o confronto com cenários concretos influencia essa opinião.

Material e método: foi distribuído um questionário por médicos de várias especialidades mais relacionadas com a potencial prática de eutanásia, por meio do qual aferimos o grau de concordância com a aplicabilidade dessa prática em situações concretas.

Resultados: dos 251 médicos que participaram do estudo, 58,2% foram a favor da legalização da eutanásia em Portugal. Na maioria dos cenários que compreendiam o conceito de eutanásia voluntária, a concordância com sua aplicabilidade foi de cerca de 55%. Já nos cenários de eutanásia não voluntária, mais de 60% dos médicos discordaram de sua aplicação.

Conclusão: parece claro que os critérios mais relevantes para concordar ou não com a eutanásia são o respeito pela autonomia do doente e a existência de sofrimento.


Palabras clave


eutanásia; médicos; dor

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DOI: https://doi.org/10.14422/rib.i10.y2019.008

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